Jovem é morto com vários tiros, no Sertão da Paraíba

Um crime de homicídio foi registrado por volta das 15:50h desta quarta-feira (20), no Conjunto Mutirão na cidade de Sousa, nas proximidades do Colégio Antônio Teodoro Neto, tendo como vitima o individuo Francisco Guilherme dos Santos, conhecido também como "Guilherme de Galego Daniel".

Conforme informações, um homem desconhecido em uma moto, abordou Guilherme de Galego Daniel que também era envolvido com crimes inclusive na cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.

A Polícia Militar foi informada do homicídio, isolou o local e passou a realizar diligências pela cidade, mas até o fechamento desta matéria o acusado não foi encontrado.


Angelolima

Ricardo perde ação no STF e vai ter que repassar duodécimo da UEPB

O governador Ricardo Coutinho vai ter que cumprir com a decisão do Tribunal de Justiça acerca do repasse integral do duodécimo da UEPB. Ele havia recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de sustar os efeitos da decisão, mas não obteve êxito. O pedido foi indeferido pela presidência do STF, em despacho proferido nesta terça-feira (19).

A decisão acompanha o parecer da Procuradoria Geral da República, para quem “a decisão que se pretende suspender está em consonância com a orientação do Pretório Excelso, de forma que, entendimento contrário, como pretendido nesta contracautela, é que configuraria lesão à ordem jurídico-constitucional”.

O parecer é assinado por Rodrigo Janot, que chefiou a Procuradoria Geral da República. Ele assinala que “o propósito da determinação de repasse dos duodécimos é garantir que poderes e órgãos autônomos recebam as respectivas dotações orçamentárias correta e oportunamente, evitando que fiquem subordinados financeiramente ao Executivo”.

No seu pedido, o governador assevera haver risco de grave lesão à economia pública, ponderando que o Estado da Paraíba vem experimentando significativa perda de receitas, mais especificamente em razão do decréscimo do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e da diminuição da arrecadação do ICMS. Alega ainda que o pedido tem como objetivo evitar que o Estado da Paraíba necessite sacrificar serviços essenciais, como a segurança e a saúde da população.

Os Guedes

Tovar lamenta morte do empresário Walter Brito

O deputado estadual licenciado Tovar Correia Lima (PSDB) lamentou a morte do empresário Walter Brito, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (20), em Campina Grande, em decorrência de infecção. “Walter Brito foi um homem que sempre acreditou em Campina. Empreendeu, investiu na nossa cidade e sempre procurou ajudar as pessoas que o procuravam. Campina está de luto” comentou o parlamentar.

Ele aproveitou para deixar sua mensagem de solidariedade à família de Walter Brito, que nesse momento lamenta a morte do patriarca. “Trata-se de uma família muito querida na nossa cidade. Lamento e deixo meus votos de pesar para que Deus possa confortá-los e dar forças para superar esse momento de perda”, afirmou.

Walter Brito faleceu na sua própria residência, em Campina Grande. O velório tem previsão de início às 14h desta quarta, no Cemitério Campo Santo. O enterro está previsto para acontecer apenas na quinta-feira (21), às 12h.

O empresário, proprietário da empresa de ônibus Real Bus, deixa oito filhos, entre eles, o ex-deputado estadual Walter Brito Filho. Entre os netos, o ex-deputado federal Walter Brito Neto.

Assessoria

Correios de Soledade é explodido por criminosos na madrugada

Resultado de imagem para soledadeA agência dos Correios do município de Soledade, no Cariri paraibano, foi explodida na madrugada desta quinta-feira (21).

De acordo com o Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) o crime foi praticado por seis pessoas que chegaram ao local utilizando uma Toyota Hilux e umna Pick-up Strada roubadas.

Os suspeitos arrombaram o portão de acesso dos Correios local e explodiram o cofre de segurança. Logo em seguida fugiram tomando destino desconhecido.

A Polícia Militar informou que a Pick-up Strada foi localizada na BR-230 entre Soledade a Campina Grande , com várias dinamites e objetos utilizados na ação dos criminosos.

As guarnições da PM de cidades vizinhas foram acionadas para dar apoio no sentido de localizar e prender os suspeitos.

MaisPB

Câmara aprova em segundo turno fim das coligações partidárias em 2020; restam destaques

Depois de semanas seguidas de tentativas, deputados aprovaram em segundo turno nesta quarta-feira (20), por 363 votos a 24 e duas abstenções, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/2016, que dispõe, entre outras coisas, sobre coligações partidárias e cláusulas de desempenho. Superada a longa jornada de discursos e duelos regimentais, com diversos requerimentos levados a votação, prevaleceu a redação aprovada em primeiro turno, alterada por destaques de plenário, como o que põe fim à subfederações, em nível estadual, e a proibição de coligações partidárias a partir de 2020 nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), sistema mantido ontem (terça, 19). Ainda resta a análise de destaques.

O texto-base da PEC 282/2016, relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR), já havia sido aprovado em 5 de setembro, mas as lideranças da Câmara resolveram adiar, naquela ocasião, a conclusão da tramitação da proposta em busca de acordo e mais tempo para apresentação de sugestões. De lá para cá, amenizou-se o conteúdo da matéria, concebida com o objetivo de criar barreiras para partidos com poucos votos nas eleições.

Mesmo eliminando as chamadas coligações amplas, sem limites para reunião de legendas, a proposta relatada por Shéridan não sepulta definitivamente a possibilidade de união partidária – o que o texto aprovado faz, em resumo, é fixar normas mais restritivas para tais alianças (leia mais abaixo). O texto da PEC teve origem a quatro mãos, elaborado que foi pelos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), do mesmo partido da relatora – no Senado, aliás, a falta de acordo de líderes em torno de um financiamento de campanhas levou a mais um adiamento de votação nesta quarta-feira (20).

Mas, mesmo depois das cerca de 12 horas de debates, ainda restam emendas de plenário pendentes de votação. Mas as sugestões de conteúdo, para efeitos de conclusão do segundo turno de votação, só podem ser feitas por meio de destaques supressivos, ou seja, redigidos para cortar pontos da propostas. Com o avançar da sessão deliberativa para a madrugada desta quinta-feira (21), o quórum de plenário foi diminuindo, de maneira a inviabilizar a votação de PECs, que exigem ao menos 308 para serem aprovadas. Dado o impasse, o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), acatou o apelo de líderes de bancada para adiar a conclusão dos trabalhos para a próxima semana.

Para que a matéria passe a valer já para as eleições do próximo ano, é preciso que sua tramitação seja concluída até a primeira semana de outubro. A tentativa pode fracassar por dificuldades regimentais, uma vez que o texto tem que repetir o rito no Senado, com votação em dois turnos, e alcançar número mínimo de 49 votos para ser aprovado.

Eleições 2020
O texto que saiu da comissão especial dificultava a formação de coligações já a partir das eleições do próximo ano. A alteração para o pleito de 2020 foi assegurada com um destaque do PPS aprovado por 348 votos a favor, com 87 contra e quatro abstenções. O acordo que levou à mudança decorreu do fracasso da PEC 77/2003, na última terça-feira (19), quando o modelo de voto “distritão” foi derrotado em plenário.

CongressoemFoco

Prefeitura de Piancó realiza eventos sobre Trânsito, Semana do Idoso e Saúde Mental; Servindo à comunidade

A Prefeitura de Piancó deu inicio essa semana com várias ações relacionada ao público local, abordando temas relacionados a política nacional seja no campo da segurança (trânsito), idoso e saúde mental. Na segunda-feira (18) a Secretaria de Educação realizou palestra na Escola "Luciano Freires de Farias", sobre a Semana Nacional de Trânsito. 

Já no dia 20, quarta-feira, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, realizou na Casa do Idoso, evento com missa rezada pelo padre José Ronaldo. O evento se refere a Semana Nacional do Idoso e contou com a parceria da Pastoral do Idoso da Igreja Católica. A Casa do Idoso de Piancó é mantida pela Prefeitura e oferece atendimento gratuito a pessoas com mais de 60 anos.

Nesta quinta-feira (21) a prefeitura através da Secretaria de Secretaria de Saúde e da Coordenação de Saúde Mental, promove o I Fórum de Saúde Mental e Prevenção ao Suicídio. O evento, está sendo realizado na sede do Fórum Desembargador Luiz Silvio Ramalho, e teve início às 08:00h, e tem como objetivo discutir e conscientizar sobre a importância de falar mais sobre o suicídio.





 Damião Faria







México: 32 crianças mortas e 20 desaparecidas em queda de escola

Slide 1 de 43: Equipe de resgate e voluntários procuram por sobreviventes em um prédio que foi ao chão após o terremoto que atingiu a Cidade do México, deixando centenas de mortos e inúmeros desaparecidos - 19/09/2017Equipes de resgate reviraram escombros na madrugada desta quarta-feira em busca de dezenas de crianças que podem estar soterradas em uma escola na Cidade do México, uma das centenas de edificações destruídas pelo terremoto mais letal a atingir o país em uma geração.
O tremor de magnitude 7,1 deixou 217 mortos, sendo quase metade das vítimas na capital, exatos 32 anos depois de um terremoto devastador em 1985 e menos de duas semanas depois que um poderoso tremor matou quase 100 pessoas no sul do país.

Entre as ruínas da escola Enrique Rebsamen, soldados e bombeiros encontraram 32 crianças e cinco adultos mortos. Outras 20 crianças estão desaparecidas.

Cenas de desespero tomaram conta da escola à medida que escavadoras moviam escombros sob a iluminação de holofotes, e pais se agarravam à esperança de que seus filhos estariam entre os sobreviventes. “Eles continuam tirando crianças, mas nós não sabemos nada sobre a minha filha”, disse Adriana D’Fargo, de 32 anos, após horas esperando por notícias sobre sua filha de 7 anos de idade.


Três sobreviventes foram encontrados por volta de meia-noite quando equipes de resgate formadas depois do terremoto de 1985, conhecidas como “toupeiras”, entraram profundamente nos destroços.

O terremoto derrubou dezenas de prédios, destruiu encanamentos de gás e desencadeou incêndios pela capital e em outras cidades no centro do México. Carros foram esmagados pela queda de destroços.
Partes de igrejas da era colonial desmoronaram no Estado de Puebla, onde o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro do tremor, 158 quilômetros a sudoeste da capital, a uma profundidade de 51 quilômetros.

Com o tremor, o vulcão Popocatépetl, visível da Cidade do México em um dia sem nuvens, teve uma pequena erupção. Em suas encostas, uma igreja em Atzitzihuacán desmoronou durante uma missa, deixando 15 mortos, afirmou o governador de Puebla, José Antonio Gali.

 Veja

Furacão Maria segue rota de destruição no Caribe

Slide 1 de 34: Winds lash the coastal city of Fajardo as Hurricane Maria approaches Puerto Rico, on September 19, 2017. Maria headed towards the Virgin Islands and Puerto Rico after battering the eastern Caribbean island of Dominica, with the US National Hurricane Center warning of a 'potentially catastrophic' impact. / AFP PHOTO / Ricardo ARDUENGO (Photo credit should readO furacão Maria, segunda tempestade com ventos superiores a 250 km/h a atingir o Caribe neste mês, chegou a Porto Rico nesta quarta-feira (20), ameaçando causar destruição no território insular americano e forçar o governo a reconstruir dezenas de comunidades.

A tempestade já assolou a ilha caribenha de Saint Croix nesta quarta-feira, matou pelo menos duas pessoas em Guadalupe e devastou a pequena nação montanhosa de Dominica. 

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos prevê que o Maria será o furacão mais forte a atingir Porto Rico em quase 90 anos, classificado como categoria 4 ou categoria 5 . A previsão era de fortes tempestades por um período de 12 a 24 horas, à medida que o Maria se dirigia à ilha com ventos de cerca de 260 quilômetros por hora, ameaçando 3,4 milhões de porto-riquenhos.

A expectativa é de que o Maria leve até 63,5 centímetros de chuva a certas partes da ilha e provoque maré de tempestade, quando a água do mar é pressionada por furacões acima dos níveis normais, de até 2,74 metros. Com as chuvas, há também o risco de deslizamentos e enchentes relâmpago. Cerca de 150 voos haviam sido cancelados no principal aeroporto internacional de Porto Rico, segundo informações na manhã desta quarta-feira.

Após cruzar Porto Rico nesta quarta, o furacão deve passar pela costa nordeste da República Dominicana. Ainda não se sabe se a parte continental dos EUA também está ameaçada.

"Será um fenômeno extremamente violento”, disse o governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló. "Não passamos por um evento dessa magnitude na nossa história moderna.” O governo disponibilizou 500 abrigos em toda a ilha.

O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou solidariedade pelo Twitter:

 "Sejam cuidadosos, nossos corações estão com vocês – e estaremos lá para ajudar!”

O Maria vem na sequência do Irma, que teve ventos de 300 quilômetros por hora e matou 38 pessoas na região caribenha e outras 36 nos Estados Unidos no início do mês.

 A passagem do furacão por Saint Croix, que abriga cerca de metade dos 103 mil moradores das Ilhas Virgens Americanas, fez dele a pior tempestade a atingir a ilha desde Hugo, furacão de categoria 4, em 1989.

O governador das Ilhas Virgens Americanas, Kenneth Mapp, alertou as pessoas de que suas vidas corriam perigo. "Você perde sua vida no momento em que começa a pensar em como salvar algum dinheiro para evitar que algo seja destruído, queimado, ou despedaçado”, disse. "Tudo que importa é a segurança de sua família, de suas crianças, e de você mesmo. O resto das coisas, esqueça.”

Em Dominica, árvores caíram, casas foram danificadas e ruas inundadas. "Perdemos tudo que se pode comprar e substituir com dinheiro”, escreveu o primeiro-ministro Roosevelt Skerrit, no Facebook. Em Guadalupe, onde pelo menos duas pessoas morreram, outras duas ainda estavam desaparecidas após um naufrágio, de acordo com a mídia francesa.





Câmara rejeita proposta que criava 'distritão' para eleições de 2018

A Câmara dos Deputados rejeitou, na noite de terça-feira (19), o trecho da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelecia o voto majoritário (conhecido como distritão) para as eleições de 2018 e 2020 e, a partir de 2022, criava o sistema distrital misto, que combina voto majoritário e voto em lista preordenada pelos partidos nas eleições proporcionais.

Pelo sistema distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma vez em candidatos que concorrem em um dos distritos no qual foi dividido o estado; e outro vez em candidatos de uma lista preordenada apresentada pelos partidos. Metade das vagas deve ser preenchida pelos mais votados nos distritos (sistema majoritário).

Já o “distritão” prevê a eleição dos mais votados em cada estado, que será então transformado um único grande distrito.
Com 205 votos favoráveis, 238 contrários e uma abstenção, os deputados não acataram um dos destaques à PEC 77/2003, que institui um novo sistema eleitoral e cria um fundo público para financiar as campanhas.

Para que fosse aprovado, o texto precisava do apoio de 3/5 do plenário, ou 308 votos. Há algumas semanas os deputados iniciaram a votação desta PEC, de forma fatiada, mas como o novo sistema eleitoral não avançou, a proposta deve agora ser arquivada devido a um acordo feito pelas lideranças.

Em um dos últimos esforços para aprovar, minimamente, alguns pontos da reforma política a tempo de que as mudanças tenham validade para as eleições do ano que vem, os deputados retomaram as discussões após o Senado decidir votar, nesta quarta-feira (20), outra proposta sobre financiamento de campanhas.

A sessão foi presidida pelo deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que exerce a Presidência da Câmara devido à viagem ao exterior do presidente Michel Temer, o que fez com o titular, Rodrigo Maia, assuma o cargo de presidente da República. Os parlamentares iniciaram a votação depois de passarem a tarde toda sem acordo. Mais cedo, os líderes partidários saíram de uma reunião de mais de três horas sem consenso sobre qual proposta seria colocada em primeiro lugar na pauta. Sob o argumento de que há pouco tempo para que os projetos sejam aprovados, o presidente da Câmara disse que comandará a sessão até a madrugada, se necessário, para que a PEC 282 seja votada.

Dificuldades

As duas PECs enfrentam dificuldades para avançar no plenário, pois nenhuma delas atingiu o mínimo necessário de 308 votos, entre o total de 513 deputados, para aprovação de mudanças constitucionais. Outro problema é a falta de tempo para construir um mínimo consenso, uma vez que para serem válidas para as eleições do ano que vem, as mudanças precisam ser aprovadas em dois turnos pela Câmara e pelo Senado até o início de outubro, um ano antes do próximo pleito.

Para o relator da PEC 77, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), a alternativa será votar nesta quarta-feira (20) um projeto de lei ordinário, que não necessita de larga maioria, que também trata do fundo eleitoral. "Não é o que a gente queria, mas pelo menos a gente tem uma eleição em 2018 com um pouco mais de regramento, de justeza. É possível votar matérias interessantes. [O presidente] decidiu votar, mesmo sem acordo no tocante às duas PECs. Quem tiver voto leva", disse antes do início das votações.
A votação de matérias que alteram a legislação eleitoral e partidária enfrenta resistência dos próprios membros do Legislativo e sofre um histórico de impasses, pois 120 diferentes propostas foram apresentadas nos últimos 15 anos.

As últimas tentativas de votar a reforma política ocorrem em meio a expectativas de que, se os parlamentares não apreciarem nenhuma proposta, o próprio Poder Judiciário pode entrar em jogo . Nesta terça-feira (19), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse que colocará nesta quarta-feira (20) em pauta outra PEC que trata exclusivamente do financiamento de campanhas, utilizando um fundo com recursos oriundos de recursos das propagandas partidárias no rádio e TV ou de emendas de bancadas.








Fonte Agência Brasil

Exército: intervenção militar tem aval constitucional sob iminência de caos

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, informou que não cogita punir o também general Antonio Hamilton Mourão por ter defendido uma “intervenção militar” caso o Judiciário não resolva o problema da corrupção. Elogiou o subordinado: “O Mourão é um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão…”. Tentou virar a página: “É uma questão que já consideramos resolvida internamente.” Mas inaugurou um novo capítulo da polêmica ao declarar que a Constituição concede às Forças Armadas “um mandato” para intervir se houver no país “a iminência de um caos.”

As declarações do general Villas Bôas foram feitas em entrevista ao repórter Pedro Bial, levada ao ar na madrugada desta quarta-feira, no programa ‘Conversa com o Bial’. O comandante do Exército admitiu que a fala do general Mourão “dá margem a interpretações.” A pretexto de contextualizar o raciocínio do subordinado, evocou o artigo 142 da Constituição, que anota as atribuições do Exército, da Marinha e da Aeronática. E terminou deixando claro que também avalia que, na antessala do caos, os militares podem intervir. Mais do que isso: a ação seria um dever constitucional. Absteve-se de definir o que seria ”a iminência de um caos.”

Veja o que disse o general Villas Bôas no pedaço mais palpitante da conversa: “Se você recorrer ao que está na Constituição, no artigo 142, como atribuição das Forças Armadas, ela diz ali: que as Forças Armadas podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de um dos poderes. E isso tem acontecido recorrentemente. Estamos lá no Rio de Janeiro, estivemos lá no Espirito Santo. Mas, antes, no texto [constitucional], diz: as Forças Armadas se destinam à defesa da pátria e das instituições. Essa defesa das instituições, dos poderes constituídos, ela poderá ocorrer por iniciativa de um deles ou na iminência de um caos. Então, as Forças Armadas teriam um mandato para fazê-lo.”

Agora repare o que está escrito no artigo 142, citado pelo comandante do Exército: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

Pois bem. Villas Bôas está certo quando diz que “as Forças Armadas podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de um dos poderes.” Neste exato instante, a pedido do governador Luiz Fernando Pezão e por ordem de Michel Temer, a tropa do Exército socorre a polícia do Rio de Janeiro. O general soa esquisito, porém, quando declara que, em “defesa das instituições e dos poderes constituídos, os militares podem agir “por iniciativa de um deles [um dos poderes]” ou por conta própria sempre que houver a “iminência de um caos.”

Ora, o texto do artigo 142 anota explicitamente que as Forças Armadas estão “organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República.” Não está escrito que o caos concede aos militares “um mandato” para agir à revelia do presidente. Mesmo que o inquilino do Planalto se chame Michel Temer e tenha sido denunciado um par de vezes pela Procuradoria-Geral da República.

Página 1 PB

Rômulo Gouveia lamenta morte de Walter Brito

O deputado federal Rômulo Gouveia lamentou, na manhã desta quarta-feira (20), o falecimento do empresário Walter Brito e destacou o empreendedorismo e espírito colaborativo que marcaram a trajetória do empresário que faleceu aos 87 anos.

“Walter foi um patrimônio de Campina, um homem de grandes ideias e de muita coragem. Com muito esforço e dedicação, ao lado de sua família, proporcionou a realização de sonhos. Entre Campina Grande e João Pessoa, nos ônibus da Realbus, está registrado a alegria de crianças, de jovens, de adultos e dos cidadãos da melhor idade, que percorreram, com conforto e segurança, quilômetros em busca de reencontros, de descanso, de lazer e de conquistas”, disse.

Rômulo ressaltou que, mesmo sendo empresário, era uma característica de Walter Brito ceder ônibus para famílias enlutadas, para igrejas, associações e a comunidade fazendo um trabalho social marcante na cidade.

Walter Brito faleceu nesta madrugada, aos 87 anos, na sua casa em Campina grande. O velório será no Cemitério Campo Santo da Paz e o sepultamento nesta quinta-feira (21). 

Walter Brito já havia se submetido a cirurgia do coração e cateterismo. Ele teve o quadro de saúde agravado nos últimos dias. Quinze dias atrás o empresário esteve internado no Hospital Clínica Santa Clara em Campina Grande, pois havia dois meses que ele tinha apresentado problemas de saúde.

O empresário era pai do ex-deputado estadual Walter Brito Filho e avô do ex-deputado federal Walter Brito Neto.

Fabrinni Brito, um dos netos, divulgou no seu instagran o falecimento do empresário.

O velório ocorre no Campo Santo Parque da Paz, no Distrito Industrial. O horário do sepultamento ainda não foi divulgado pela família.

Da Redação 
om Blog do Renato Diniz

Greve dos Correios atinge 20 estados e o DF, diz federação dos trabalhadores

Funcionários dos Correios em Santa Catarina aprovaram greve em assembleia na terça-feira  (Foto: Sintect-SC)
A greve dos Correios começou às 22h de terça-feira (19) e atinge 20 estados e o Distrito Federal, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

A paralisação envolve os trabalhadores dos sindicatos de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Brasília (DF), Campinas (SP), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora (MG), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Ribeirão Preto (SP), Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Maria (RS), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), Sergipe, Santa Catarina, Uberaba (MG) e Vale do Paraíba (SP).
Segundo a Fentect, a paralisação é parcial, com redução de funcionários nas agências.
Já os Correios informaram que a paralisação não afeta os serviços de atendimento e está concentrada na área de distribuição. 

Dos 31 sindicatos ligados à Fentect, somente três ainda não realizaram assembleia: Acre, Rondônia e Roraima. 

As agências franqueadas não estão participando da greve. Atualmente, são mais de 6.500 agências próprias dos Correios pelo país, além de 1 mil franqueadas.
A paralisação deverá afetar as entregas e prejudicar os consumidores que dependem dos serviços da estatal postal. 



Segundo a federação, foram mais de 50 dias de negociação, sem sucesso. Entre os motivos da greve estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.
Os Correios informaram que a paralisação parcial não afeta os serviços de atendimento e que todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram à greve, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis. 

 Segundo a estatal, a paralisação está concentrada na área de distribuição — levantamento parcial realizado na manhã desta quarta mostra que 93,17% do efetivo total está trabalhando, o que corresponde a 101.161 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.
Ainda de acordo com os Correios, as negociações com os sindicatos que não aderiram à paralisação ainda estão sendo realizadas esta semana.
“Os Correios continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”, informou em nota.

Na Bahia, os funcionários da empresa reivindicam reajuste salarial e melhorias em benefícios, e dizem que desde julho não conseguem entrar em acordo com os patrões.

Pará
Os funcionários dos Correios em Santarém, no oeste do Pará, paralisaram parcialmente e por tempo indeterminado os serviços prestados no município. A maioria dos funcionários que paralisou as atividades é de carteiros. 

Paraíba
Na Paraíba, de acordo com o diretor do Sintect-PB, Emanuel de Sousa, durante o período de greve, os serviços de postagem e entrega de correspondências e encomendas vão ficar suspensos. As agências vão funcionar em atividade interna, sem atendimento ao público. 

Em Pernambuco, as entregas de correspondências ficam comprometidas durante o período de suspensão das atividades, segundo o Sintect-PE. 

Piauí
 
No Piauí, o setor de distribuição de encomendas e entrega de correspondências está 75% paralisado, enquanto o atendimento ao público funciona parcialmente.
Santa Catarina
 
Em Santa Catarina, segundo Giovani Zoboli, secretário-geral do Sintect-SC, cerca de mil funcionários estão paralisados em todo o estado. "Cerca de 70% da parte de triagem de cartas e encomendas aderiram à greve. Os administrativos não", disse.
São José do Rio Preto (SP)
 
O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos de São José do Rio Preto, que abrange mais de 100 cidades, afirma que 70% dos funcionários aderiram à paralisação, algo em torno de 120 carteiros.
Triângulo Mineiro (MG)
 
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Uberaba e Região (Sintect-URA), Wolnei Cápolli, os funcionários continuam com os serviços essenciais à população, mantendo um quantitativo mínimo de 30% de trabalhadores. Ainda não há um número exato de servidores que paralisaram as atividades.
Vale do Paraíba (SP)
 
A estimativa do Sintect é de que cerca de 70% dos funcionários da região do Vale do Paraíba tenham aderido à greve.

Crise nos Correios

Os Correios enfrentam uma severa crise econômica e medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal estão em pauta.

Nos últimos dois anos, os Correios apresentaram prejuízos que somam, aproximadamente, R$ 4 bilhões. Desse total, 65% correspondem a despesas de pessoal.
Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. 

Os Correios anunciaram em março o fechamento de 250 agências, apenas em municípios com mais de 50 mil habitantes, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos. 

Em abril, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou que a demissão de servidores concursados vinha sendo estudada. Segundo ele, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento e contratou um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha fosse ajustado.
Em março, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que, se a empresa não promovesse o "equilíbrio rapidamente", "caminharia para um processo de privatização".
A estatal alega ainda que o custeio do plano de saúde dos funcionários é responsável pela maior parte do déficit da empresa registrado nos últimos anos. Hoje a estatal arca com 93% dos custos dos planos de saúde e os funcionários, com 7%.

 






Criminosos explodem caixa na STTP e levam gaveta com dinheiro

Criminosos explodiram na madrugada desta terça-feira (19) um caixa eletrônico na sede da Superintendência e Transito e Transportes Públicos de Campina Grande e levaram gaveta com dinheiro.

De acordo com o Centro Integrado de Operações Policiais  (CIOP) o crime foi praticado por quatro homens que chegaram ao local em um veículo corsa branco.

Usando o veículo como escada, os suspeitos pularam para dentro do muro. Após o roubo, eles fugiram com destino ao bairro da Liberdade. Eles não utilizaram nenhum tipo de grampo para obstacular o trabalho da polícia.

O carro utilizado na ação foi incendiado próximo ao aeroporto João Suassuna.

Roberto Targino

Tovar cobra entrega de teatro para Cabedelo

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) destacou a importância do investimento na cultura no Estado. A queda nas despesas com a área chegou em 45,34% em 2017, conforme dados do Painel de Acompanhamento de Despesas Orçamentárias do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Além disso, ele cobra entrega de teatro à Prefeitura de Cabedelo.

“A Prefeitura de Cabedelo vinha pedindo o Termo de Cessão de Uso ao Governo do Estado desde 2015 e por perseguição política, por não se tratar de um prefeito aliado, o governador não liberou até agora. Semana passada, tivemos a informação que o pedido foi deferido, mas ainda aguardamos a publicação em Diário Oficial”, comentou, lembrando do caso do Teatro Santa Catarina

O parlamentar declarou que Cabedelo conta com uma emenda de R$ 487.500 para a reforma e que o termo prevê a cessão do Teatro à gestão municipal por um prazo de 20 anos.

“Já abordamos esse tema a pedido do vereador de Cabedelo Júnior Datele, mas agora voltamos a cobrar agilidade, pois o prefeito Leto Viana já conta com o recurso e não podemos deixar esse patrimônio da Paraíba se deteriorar ainda mais”, afirmou.

MaisPB

Prefeitura de São Bento define horário de funcionamento do Shopping das Redes

A Prefeitura Municipal de São Bento, por meio da Coordenação do Shopping das Redes, realizou na ultima quarta-feira (13), uma reunião com proprietários de box, objetivando definir o horário de funcionamento do shopping, que foi inaugurado, oficialmente, durante a Expo Têxtil 2017.

Segundo Walison Relre, Coordenador de Desenvolvimento Econômico, Turístico e Tecnológico da administração municipal, no encontro ficou definido o seguinte horário de funcionamento:

Às segundas-feiras, o Shopping será aberto, ininterruptamente, das 06 às 15h. Na terça-feira, o funcionamento vai das 7h ao meio-dia e das 14 às 17h.

Já nas quartas, quintas e sextas-feiras, os clientes encontrarão os boxes abertos das 08 às 12h e das 14 às 18 horas.

Nos sábados, o Shopping das Redes de São Bento funcionará das 08 às 12 horas.

Ascom

Homem atacado por mais uma crise de ciúme dá banho de água quente na sua companheira

A Polícia do município de Presidente Figueiredo, distante 117 quilômetros de Manaus, ainda não conseguiu prender o acusado de praticar crime de violência doméstica, Jeferson Rios da Silva, 22. Depois de mais uma discussão provocada por ataque de ciúme, o acusado jogou água quente no corpo de sua companheira, Juliane Lima Barbosa, 20, que havia acabado de pedir a separação.

Amigos da vítima disseram que Jeferson só esperou a companheira ir dormir, para botar uma panela com água para ferver e depois foi ao quarto jogar no ouvido de Juliane. A jovem acordou assustada, se defendeu o que pôde, mas assim mesmo Jeferson jogou a água quente sobre o corpo da mulher. Em seguida o acusado fugiu de casa quando outros membros da família disseram que iam chamar a polícia.

Jeferson Rios está sendo procurado pela Polícia

Juliene (em foto recente) foi vítima da covardia de Jeferson

Vizinhos ajudaram a família a levar Juliene para o Hospital Municipal Eraldo Neves Falcão onde recebeu os primeiros socorros mas devido a gravidade das queimaduras, a vítima foi trazida as pressas para Manaus e está internada no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto. Há informações que Juliene sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus no rosto, braços e pescoço, podendo ficar com cicatrizes terríveis para o resto da vida.

O comerciante Daniel Silva Barbosa, pai da jovem queimada pelo companheiro, juntamente com outros membros da família, esteve na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Presidente Figueiredo, para denunciar o crime. Ele vem apoiando uma campanha de divulgação da foto de Jeferson Rios, para ajudar a polícia a localizá-lo e prendê-lo dentro das próximas horas.

Ombro de Juliene também foi queimado na agressão
(Fotos: Divulgação)

A família de Juliene é bastante conhecida em Presidente Figueiredo e toda a população do município já foi convocada para ajudar nas buscas ao acusado, que sempre manteve um relacionamento conturbado com sua companheira. Ciumento e considerado um homem de atitudes bastante violentas, Jeferson Rios não vinha aceitando os pedidos de separação, até chegar ao ponto de jogar água fervendo no corpo de Juliene.

De acordo com policiais que atuam em cima do caso através da Delegacia de Presidente Figueiredo, há informações que Jeferson Rios fugiu para Manaus e está escondido na casa de parentes em algum bairro da Zona Leste. Já foi solicitado apoio da Polícia de Manaus mas até a manhã desta segunda-feira o acusado ainda não havia sido localizado e preso.

Esposa de deputado do RN, filha de Silvio Santos é ‘zoada’ por possível nome para a filha

Patrícia Abravanel foi “zoada” após revelar o possível nome que dará a filha, que nasce em janeiro do ano que vem.
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A apresentadora disse que ainda está negociando com o marido, o deputado Fábio Farias, que “quer homenagear a avó”. “Sei que ela foi super importante, mas não sei se o nome é tão lindo assim: Jane”, justificou a filha de Silvio Santos, durante a participação no “Jogo dos Pontinhos”.

Lívia Andrade aconselhou Patrícia a escolher outro nome. “Imagina na escola, vão gritar: Jane, cadê o Tarzan?”, explicou.

A filha de Silvio Santos disse também que há outros dois nomes da lista: Beatriz e Luiza.
A apresentadora já é mãe de Pedro, de 3 anos.

 UOL

IMAGENS FORTES! Você já viu alguém sendo morto a terçadadas? Que horrível! Veja, se tiver coragem

As imagens são realmente pavorosas. Mostram dois homem armados com terçados em frente de um bar.

Em seguida, começam a brigar e um derruba o outro.

Sob os olhares de várias pessoas, incia-se a sessão de selvageria.

Trata-se de mais um vídeo de leitor do BLOG DO REMBRANDT CARVALHO. 

A barbárie ocorreu fora do Brasil. Mas barbárie é barbárie. Não importa onde se deu, não é verdade?


AS IMAGENS A SEGUIR SÃO FORTES. VOCÊ PODERÁ FICAR SEM DORMIR.








Blog do RC

Câmara tenta mais uma vez votar reforma política

Câmara tenta mais uma vez votar reforma políticaA Câmara dos Deputados tentará mais uma vez avançar na discussão das propostas de reforma política que tramitam na Casa. Nesta terça-feira (19), o plenário volta a analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03, que institui um novo sistema eleitoral e um fundo público para financiar as campanhas.

A proposta já está há algumas semanas no plenário, mas não encontra consenso entre as principais bancadas. O texto em análise propõe a adoção do voto majoritário (conhecido como “distritão”) para escolha de deputados para as eleições de 2018 e 2020 e a instalação do sistema distrital misto, que combina voto majoritário e voto em lista preordenada pelos partidos nas eleições proporcionais a partir de 2022.

Outro ponto de destaque da proposta é a instituição de um fundo público para financiamento das campanhas eleitorais. O fundo seria composto por recursos da União, sem valor ainda definido. O fundo deve ser regulamentado por um projeto de lei que já foi aprovado em comissão especial e está para chegar ao plenário.

Na quarta-feira (20), os deputados devem continuar a votação da PEC 282/2016, que trata do fim das coligações partidárias nas eleições de deputados e vereadores a partir do ano que vem. De acordo com a emenda, os partidos poderiam se organizar em federações que funcionariam durante todo o período do mandato dos candidatos eleitos.

A proposta também prevê a adoção de uma cláusula de desempenho para que os partidos só tenham acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na rádio e na TV se atingirem um patamar mínimo de candidatos eleitos em todo o país.

As duas PECs enfrentam dificuldades para avançar no plenário, pois nenhuma delas atingiu o mínimo necessário de 308 votos, entre o total de 513 deputados, para aprovação de mudanças constitucionais.

Outro problema é a falta de tempo para construir o apoio da maioria, uma vez que para serem válidas para as eleições do ano que vem, as mudanças precisam ser aprovadas em dois turnos pela Câmara e pelo Senado até o início de outubro, um ano antes do próximo pleito.

Histórico de impasse

Nos últimos 15 anos, foram registradas pelo menos 120 propostas (30 PECs e 90 projetos de lei) de mudanças na legislação eleitoral e partidária, segundo dados da Câmara.

Boa parte das matérias trata de alterações na forma de financiamento das campanhas eleitorais, regras para fidelidade partidária e alterações no sistema de escolha dos deputados, além de mecanismos para evitar a proliferação de partidos. 

Na última década, mais da metade das propostas foram arquivadas pelos parlamentares, entre elas pelo menos quatro propostas de emenda constitucional para adoção do voto distrital misto. Cerca de 30 projetos aguardam deliberação do plenário. 

Em muitos casos, os parlamentares apresentaram propostas pulverizadas em diferentes projetos de lei, que podem ser aprovadas com maioria simples, sem a necessidade de 308 votos, quórum exigido para alterações na Constituição. A estratégia surtiu efeito para alguns assuntos, como a questão da fidelidade partidária, aprovada via PL em 2011.

“Nesses últimos dois anos, 2013 e 2015, houve essa inovação do “distritão”, que não existia nas discussões de antes, de 2011 e 2009. Isso, na verdade, trouxe um elemento novo que complicou ainda mais o cenário no sentido de dificultar a aprovação de qualquer outra mudança”, afirmou o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Rennó.

Para Lúcio Rennó, que acompanha as iniciativas de reforma política no Congresso desde 2003, o fato de a reforma política entrar no debate na véspera de um pleito dificulta a implementação das mudanças.

“Não há uma discussão que se mantém, que se aprofunda no ano eleitoral ou no período pós-eleitoral para se avançar de fato numa reforma. Fica tudo sempre para a última hora e aí o atropelo gera a impossibilidade de aprovação. Apesar de ter uma janela ainda muito pequena de tentar votar isso na Câmara, mas, tudo indica que mais uma vez toda essa discussão vai morrer na praia”, disse o especialista.

Para o pesquisador, apesar da dificuldade de os parlamentares chegarem a um consenso, há um senso geral da necessidade de se mudar dois pontos: a proliferação de partidos sem base ideológica, o que prejudica a governabilidade; e a relação do dinheiro com a política, que se expressa na influência dos doadores de campanha.

“Há um consenso entre todos aos partidos políticos e todos os atores do Congresso envolvidos de que esses dois aspectos são problemáticos. A questão é que não se tem um consenso mínimo necessário sobre as soluções. As pessoas não conseguem se entender muito bem sobre qual é a solução para o problema”, afirmou Rennó.

Apesar do descontentamento da sociedade com os representantes políticos, o especialista não acredita que esse fator e nem a crise econômica possam favorecer a votação da reforma política.

“Toda vez que emergem essas discussões, desde 2003, é em resposta a alguma crise que afeta o Congresso e que aumenta a crítica da população, por exemplo, o mensalão. É fato que talvez a dimensão da crise atual seja superior a crises anteriores. Mas, essa crise se volta muito para a questão do financiamento de campanha, que está na essência da discussão da Lava Jato, e essa discussão já teve avanço no Supremo, que vedou a possibilidade de doação de pessoa jurídica, e o Congresso não encontra agora ambiente favorável para alteração dessa proposta”.



Terra


Em Nova York, Temer abre nesta terça debate da Assembleia Geral da ONU

Em Nova York, Temer abre nesta terça debate da Assembleia Geral da ONUO presidente Michel Temer faz, nesta terça-feira (19), em Nova York, o discurso de abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Tradicionalmente, a fala inaugural do debate geral entre os chefes de Estado e de governo cabe ao presidente do Brasil.

Conforme a agenda divulgada pela assessoria do Palácio do Planalto, a abertura dos debates está prevista para as 10h (hora de Brasília). Ao chegar à sede das Nações Unidas, Temer conversará com o secretário-geral da ONU, o português António Guterres.

Temer é o primeiro chefe de Estado a discursar. Antes da fala do presidente do Brasil devem se pronunciar Guterres e o presidente da Assembleia Geral, o eslovaco Miroslav Lajcák.

Temer seguiu com sua comitiva para os Estados Unidos na manhã de segunda, depois de empossar a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Já em Nova York, no mesmo dia ele participou de um jantar oferecido pelo presidente norte-americano Donald Trump.


2ª vez na ONU

Essa é a segunda vez que Temer participa da Assembleia Geral da ONU como presidente do Brasil. Em setembro do ano passado, ele estreou no encontro logo após o desfecho do processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República.
Em seu discurso, o peemedebista afirmou que o impeachment "transcorreu dentro do mais absoluto respeito à ordem constitucional". Desta vez, Temer abre os debates da assembleia menos de uma semana depois de ter sido denunciado novamente pelo, agora, ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Em artigo publicado na segunda (18) no jornal "O Globo", Temer afirmou que levará “boas notícias ao plenário da ONU”, entre as quais, dados para o último ano que indicam queda superior a 20% no desmatamento da Amazônia.
O discurso de Temer, segundo apurou o G1, deve abordar temas como paz, direitos humanos, respeito à democracia e desenvolvimento sustentável. Parcerias comerciais também tendem a ser defendidas pelo presidente, que pretende aproveitar a oportunidade para destacar a retomada da economia do Brasil.

Acordo de Paris

O presidente deve reforçar o compromisso do país com o Acordo de Paris, concebido para tentar enfrentar os impactos das mudanças climáticas. Aprovado em 2015 por aclamação por representantes de 195 países na COP 21, o acordo foi promulgado em junho por Temer e tem força de lei no Brasil.
Entre os compromissos assumidos pelo país constam a redução de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005 até 2025, além de aumentar a participação da bioenergia sustentável na matriz energética para cerca de 18% em 2030.

Outros encontros

A agenda de Temer em Nova York também prevê para a tarde desta terça reunião de líderes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e encontros bilaterais. O peemedebista tem previsão de se reunir com os presidentes da Palestina, Mahmoud Abbas, e do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Os compromissos de terça ainda trazem reunião de Temer com o presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, e a passagem por um encontro com investidores organizado pelo Conselho das Américas.
Na quarta (20), Temer participa da cerimônia de assinatura de tratado sobre proibição de armas nucleares e de um seminário com investidores sobre oportunidades de negócios no Brasil, promovido pelo Financial Times.
Conforme o Palácio do Planalto, a comitiva presidencial deve deixar Nova York na tarde de quarta. Durante a viagem de Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está no exercício da Presidência da República.

MSN

Planalto vê Geddel instável e com chances de delatar

Ex-ministro Geddel Vieira Lima durante reunião em Brasília
O Palácio do Planalto se preocupa hoje mais com a possibilidade de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde o dia 8, fechar um acordo de delação premiada do que com a nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República na semana passada contra o presidente Michel Temer.


A avaliação de auxiliares próximos a Temer é de que a segunda acusação formal oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa o presidente de liderar uma organização criminosa e de obstruir a Justiça, terá um placar mais favorável que a primeira acusação quando chegar ao plenário da Câmara dos Deputados. Em agosto, quando a Procuradoria denunciou Temer por corrupção passiva, 263 deputados votaram por barrar o prosseguimento da acusação.

Já em relação a Geddel, a avaliação no Planalto é de que a situação é “praticamente incontornável” depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em espécie em um apartamento em Salvador, onde foram identificadas as impressões digitais do ex-ministro.

Até a primeira prisão do ex-ministro, no dia 3 de julho, baseada em depoimentos do corretor Lúcio Funaro e de sua mulher, Raquel Pitta, a avaliação era de que seria possível obter sucesso na defesa técnica, uma vez que não existiam provas concretas da tentativa de obstrução da Justiça.

A apreensão do dinheiro, entretanto, segundo os investigadores, jogou por terra o discurso da defesa de que as acusações eram versões de delatores interessados em benefícios. Os R$ 51 milhões materializaram as provas necessárias para sustentar as afirmações dos colaboradores. A homologação da delação de Funaro fortaleceu a tese da acusação contra Geddel.

Além disso, o ex-diretor de Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira, apontado como homem de confiança de Geddel, cujas impressões digitais também foram encontradas no apartamento, afirmou estar disposto a colaborar com as investigações. Ele já confirmou ter buscado dinheiro em São Paulo a pedido de Geddel. Não está descartada a possibilidade de o ex-ministro ser alvo de outras denúncias.

Distanciamento. Geddel, ao lado de Temer, fazia parte do núcleo duro do PMDB, que inclui os atuais ministros e também denunciados Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O Planalto avalia que Geddel é temperamental e emotivo e, por isso, não aguentaria muito tempo na prisão. Essas características, disse um auxiliar, podem aumentar ainda mais as chances de o ex-ministro fornecer informações em troca de benefícios.

Apesar disso, o discurso no governo é de que, se Geddel fechar acordo de colaboração premiada, não haverá nada de comprometedor contra o presidente. Ainda assim, a ordem no Planalto tem sido se distanciar ao máximo do ex-ministro. Desde que foram descobertos os R$ 51 milhões, os principais interlocutores do presidente evitam o assunto ou, quando abordados, dizem que ele não tem relação com o Palácio do Planalto.

Procurada, a defesa de Geddel não havia se manifestado até a conclusão desta edição.







Estadão



Jungmann convoca comandante do Exército para ouvir explicações

general: Antonio Hamilton Martins Mourão
Diante da repercussão negativa das declarações do general da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão que, na última sexta-feira, 15, em palestra, defendeu a possibilidade de intervenção militar, diante crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, convocou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, para pedir explicações em relação às declarações do militar, para "orientá-lo quanto às providências a serem tomadas".

Jungmann, em nota, no entanto, não explica que providências poderão ser tomadas. No fim de semana, ao tomar conhecimento do ocorrido, Jungmann relatou o fato ao presidente Michel Temer e avisou que deixou nas mãos do comandante a decisão sobre como conduzir o caso.

O general Villas Bôas, depois de ouvir as explicações do contexto da fala do general, que já protagonizou outro problema político em outubro de 2015, quando criticou o governo e a ex-presidente Dilma Rousseff, disse ao Estado que o problema estava "superado".

Pelo Regulamento Disciplinar do Exército, Mourão pode ser punido por dar declarações de cunho político, sem autorização de seu superior hierárquico. A decisão de tentar abafar o caso, no entanto, parece não ter agradado a Jungmann, que queria algum tipo de sinal de que esse tipo de declaração não pode ser tolerado.

O Exército, no entanto, está tentando contornar a situação, para evitar subir a temperatura e criar um problema ainda maior já que Mourão tem uma forte liderança na tropa. Além, de acordo com integrantes do Alto Comando, Mourão está exatamente seis meses de deixar o serviço ativo e é melhor não colocar lenha no fogo, criando um novo problema.

Em 2015, por conta das suas declarações, o general Mourão perdeu o Comando Militar do Sul e foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças, um cargo burocrático. Agora, diante da pressão política, Mourão pode ser retirado de sua função, como medida paliativa para que seu gesto não sirva de incentivo a outras manifestações.

Mas o assunto ainda está sendo objeto de discussão porque há quem entenda que puni-lo, de alguma forma, poderia levar a uma leva de solidariedade, criando um clima político considerado "desnecessário", neste momento, transformando a Força em vidraça.

A fala de Mourão, desagradou integrantes do Alto Comando que consideram que o pronunciamento "inoportuno" e que ele trouxe para os quartéis um problema que não é da classe militar, criando uma verdadeira "saia justa" para ele e para o comandante. Em nota, o ministro Raul Jungmann afirmou que "as Forças Armadas estão absolutamente subordinadas aos princípios constitucionais, à democracia, ao estado de direito e ao respeito aos Poderes constituídos". O ministro acrescenta ainda que "há um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia constitutivos das Forças Armadas, que são um ativo democrático de nosso País".

O comandante do Exército, general Villas Bôas, segundo a nota da Defesa, estava em tratamento em São Paulo, quando foi "convocado" pelo ministro Jungmann "para esclarecer dos fatos relativos a pronunciamento de membro do Alto Comando do Exército e orientá-lo quanto às providências a serem tomadas".




Estadão





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