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Postador Por Rembrandt Carvalho

Deputado de SP diz que "quem não tem dinheiro não faz universidade"

O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou nesta segunda-feira, pouco antes da votação da PEC 241 que "quem não tem dinheiro não faz universidade". A medida limitará os gastos do governo em um período de 20 anos.
 
A declaração, que foi dada durante uma entrevista nos corredores do congresso, vem gerando revolta no Facebook. Em menos de 24 horas, o vídeo com a fala do parlamentar já foi visto por mais de 600 mil usuários e compartilhado por mais de 32 mil pessoas.
 
No vídeo, quando foi perguntado sobre á situação das universidades no país, Nelson repetiu diversas vezes que, "quem não tem dinheiro não faz universidade". Em seguida ele concluiu, "os meus filhos tem e vão fazer".
 
A nova proposta prevê que o orçamento estará limitado à inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior por um período de 20 anos. A exceção é 2017, quando o limite vai subir 7,2%, alta de preços prevista para todo o ano de 2016.
 
Em nota, o deputado afirmou que o ajuste da PEC "não retira nenhum centavo para a educação e para a saúde", mas que por outro lado a aprovação da matéria irá possibilitar um freio em orçamentos inflados. Ele também diz que, "remédios amargos são necessários para um momento difícil". Lei na íntegra:
 
O Estado não pode gastar mais que arrecada. Defendo a gratuidade para a população de baixa renda em instituições públicas, mas subsidiar a quem tem condições de pagar a universidade sou totalmente contra.

O ajuste da PEC não retira nenhum centavo para educação e saúde, mas por outro lado a aprovação da matéria possibilita um freio em orçamentos inflados, aumentos irreais e expectativas financeiras que destruirá a previdência pública.

O Brasil precisa ter a responsabilidade de administrar o dinheiro público com profissionalismo e retidão. Remédios amargos são necessários para um momento difícil da economia nacional.

Volto a repetir, sou favorável a uma educação de qualidade e contra subsídios do Estado para quem pode e deve pagar por sua instrução."
 
 
O Dia

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