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Postador Por Rembrandt Carvalho

Aposentadoria de um militar provoca rombo 32 vezes maior que a de um civil

 Embora representem apenas um terço dos servidores públicos da União, os membros das Forças Armadas representam quase metade do rombo da Previdência, que chegou a R$ 72 bilhões no ano passado. Isso quer dizer que os 260 mil beneficiários, entre reformados, militares da reserva e pensionistas, apresentaram um déficit de R$ 32,5 bilhões.

Segundo reportagem do El País, isso signifia que para cada beneficiário das Forças Armadas, a União desembolsa R$ 109 mil por ano. "O valor é 32 vezes maior que o déficit gerado por um aposentado no regime geral (INSS)", diz o portal.

Em 2015, o rombo só no regime geral foi de R$ 89 bilhões para 26 milhões de beneficiários. Ou seja, cada aposentado do INSS gerou um déficit anual de R$ 3,4 mil.

Apesar de representarem um custo muito mais elevado, a contribuição dos militares é abaixo da dos civis: 7,5% do salário bruto contra 11% dos aposentados do INSS, informa a reportagem.

Mas com a força da instituição, os militares conseguiram ficar de fora da reforma da previdência já anunciada pelo governo Michel Temer.

Isso fez entidades que representam policiais não militares (federais, civis, entre outros) recorrerem ao Ministério da Justiça em busca de uma explicação sobre o porquê do tratamento diferenciado.

Em entrevista , o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais disse que se o governo não fizer uma reforma da previdência com equilíbrio entre as forças de segurança, haverá greve de alguns segmentos em 2017.

Leia mais: Reforma da previdência de Temer gera crise com policiais não militares

A reforma proposta por Temer fixa uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres (atualmente mulheres podem se aposentar aos 60 e os homens aos 65). A nova regra valerá para homens com até 50 anos e mulheres com 45.

A proposta também diz que será preciso um mínimo de 25 anos de tempo de contribuição - atualmente o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos.

O Ministério da Defesa diz que a reforma da previdência dos militares será feita por meio de projeto de lei complementar. O texto está em elaboração e será enviado ao Congresso em fevereiro.






GGN






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