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Postador Por Rembrandt Carvalho

Pai e filha suspeitos de abusarem de menores são presos pela Polícia Civil

Pai e filha teriam um relacionamento amoroso e usariam menores para práticas sexuais
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, nesta terça-feira (6), um pai e uma filha suspeitos de abusarem sexualmente de pelo menos duas crianças, de 5 e 9 anos, e dois adolescentes, de 12 e 14 anos. Apesar de serem pai e filha, Warner Robert de Carvalho, 45, e Lidiane Fernanda Villaverde Carvalho, 27, se conheceram há apenas cinco anos e estariam mantendo um relacionamento amoroso. Além de responder por crime de estupro de vulnerável, previsto no Código Penal, eles podem ser julgados também por produção de imagem pronográfica envolvendo menores, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Isabella Franca de Oliveira, as investigações iniciaram em setembro deste ano, a partir da denúncia de uma adolescente de 14 anos, que teria sido obrigada a manter relações sexuais com o casal. “Segundo relato da vítima, desde os 11 anos, a mulher, que era vendedora de roupas íntimas, a fotografava com as peças.  Mais tarde, ela começou a ser ameaçada caso não aceitasse ir para motéis com os acusados. Foi então que ela nos procurou para denunciar o estupro”, conta.  

Diante desse caso, a PCMG obteve na Justiça mandados de busca e apreensão para serem cumpridos nas residências dos suspeitos, onde foram apreendidos notebook, tablet e um celular, contendo imagens de crianças de cunho libidinoso e vídeos com conteúdo de pedofilia, além de lingeries. “O material foi encaminhado para o setor de perícia e as duas crianças foram identificadas e ouvidas”, informa a delegada. Segundo Isabella, após a prisão dos investigados, um adolescente de 12 anos também procurou a Polícia Civil e disse ter sido abusado pelo casal. “Já ouvimos essa vítima e estamos em fase de identificação de uma quinta”, afirma. 

A delegada conta, ainda, que as vítimas são parentes e do círculo de amizade de Warner e Lidiane. “As crianças e adolescentes eram atraídas para fazer passeios, como ir a clubes e shoppings, oportunidades em que os atos libidinosos aconteciam”, observa ao pontuar que a família da jovem disse não ter conhecimento da relação entre pai e filha até o início do trabalho investigativo e se mostraram revoltados com os fatos.  Isabella Franca acredita que ainda possam haver outras vítimas e orienta: “se tiver qualquer desconfiança, a delegacia de polícia deve ser procurada para que possamos apurar e responsabilizar os autores”.





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