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Postador Por Rembrandt Carvalho

Secretaria da Saúde divulga novo boletim da dengue com aumento de 66,40% em relação ao mesmo período de 2015

A Secretaria de Estado da Saúde, Ses, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, divulgou, nesta segunda-feira (12), o boletim da dengue, zika e chikungunya, da 47ª Semana Epidemiológica, referente ao período de 1º de janeiro a 24 de Novembro de 2016. Foram notificados 44.014 casos de dengue na Paraíba, um aumento de 66,40% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 26.450 casos. Foram notificados ainda 20.501 casos de Chikungunya e 4.722 casos com suspeita de Zika Vírus.

“A sinalização de casos suspeitos é uma forma de manter os profissionais de saúde em alerta para o agravo, contribuindo para o desencadear das ações de assistência à saúde, vigilância epidemiológica e ambiental, que são imprescindíveis para o controle da doença no território”, disse a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega.

De acordo com o boletim, até a 47ª SE foram registrados 108 óbitos suspeitos por arboviroses (doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya), sendo 28 confirmados por Chikungunya e sete por dengue.

De acordo com Renata Nóbrega, para esclarecimento da causa morte e identificação do perfil dos óbitos, é necessário realizar as investigações no âmbito ambulatorial, domiciliar e hospitalar, utilizando o Protocolo de Investigação de Óbitos por Arbovírus Urbanos no Brasil (Dengue, Chikungunya e Zika), instituído pelo Ministério da Saúde no dia 13 de junho de 2016. “Portanto, a responsabilidade pela investigação é dos municípios, cabendo às Gerências Regionais de Saúde e ao Núcleo das Doenças Transmissíveis Agudas – SES/PB o apoio e acompanhamento junto aos municípios”, explicou.

“Diante da situação de óbitos, a Secretaria de Saúde do Estado recomenda a todas as Secretarias de Municipais de Saúde intensificar as orientações sobre sinais e sintomas de dengue, chikungunya e zika e, em caso de adoecimento, o usuário deverá procurar, imediatamente, a Estratégia de Saúde da Família – ESF ou serviço de saúde mais próximo. Destacamos que a estratégia mais efetiva para evitar os óbitos é a detecção precoce dos casos suspeitos combinado com o manejo clínico adequado do paciente, de acordo com o agravo”, falou.

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