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Postador Por Rembrandt Carvalho

Dona da Casas Bahia e Ponto Frio perdeu R$ 95 milhões em 2016 e está à venda

 | Antonio More / Agencia de Noticias Gazeta do Povo/Antonio More / Agencia de Noticias Gazeta do Povo
A Via Varejo, empresa do Grupo Pão de Açúcar que reúne as operações das Casas Bahia e Ponto Frio, informou que teve prejuízo de R$ 95 milhões em 2016 frente a um lucro de R$ 14 milhões em 2015. As informações constam de comunicado divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que fiscaliza o mercado de capitais.

De acordo com o comunicado da empresa, o prejuízo foi causado pela queda nas vendas, associada ao aumento dos cutsos fixos da operação. Além disso, diz o texto, maiores despesas financeiras, leve piora na equivalência patrimonial e a consolidação de dois meses da operação on-line, que é deficitária, contribuíram para o prejuízo no período.

“O ano de 2016 apresentou um cenário econômico adverso para o setor de bens duráveis. Continuamos com queda nas vendas do setor, com a piora de indicadores coimo taxa de desemprego, baixa confiança do consumidor e a manutenção da taxa Selic no maior patamar desde 2006”, diz o comunicado da empresa. A Via varejo é líder no varejo multicanal de eletrônicos e móveis do país.

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A receita operacional da Via Varejo teve crescimento de 2,9% para R$ 19,8 bilhões, em função da consolidação do negócio on-line no último bimestre do ano. No ano passado, as vendas mesmas lojas recuaram 1,9%. Foram fechadas 47 lojas e abertas apenas oito novas no período. Ao final de 2016, a empresa encerrou com 975 lojas, sendo 223 do Ponto Frio e 752 das Casas Bahia. O resultado líquido financeiro foi uma despesa de R$ 776 milhões, aumento de 23,8% em relação ao ano anterior.

O diretor presidente da empresa, Peter Estermann, disse que o quarto trimestre foi importante para a empresa, que iniciou o processo de integração dos dos negócios on-line e off line da Via Varejo, além da reestruturação do negócio de móveis. Com a integração a ‘multicanalidade’ já começou a ganhar força, em dezembro e janeiro, disse Estermann, reduzindo custos logístico e impactando na rentabilidade.

“Começamos a criar uma cultura digital na companhia, que já tem capacidade de experimentar e transformar”, diz Estermann.

O grupo francês Casino, dono do GPA, está vendendo sua participação na Via Varejo. Foram contratados os bancos Rothschild, Santander, HSBC e Société Générale para o negócio, segundo informações da Bloomberg. Pelo menos dez grupos, diz a Bloomberg, já teriam se candidatado para conhecer os números da Via Varejo, que tem valor de mercado de cerca de R$ 3 bilhões. A expectativa é que as propostas sejam feitas até março e que o negócio esteja consolidado no primeiro semestre do ano.

A família Klein, fundadora das Casas Bahia, possui 27,3% da Via Varejo e também estaria negociando sua participação.

Em novembro passado, o conselho do Grupo Pão de Açúcar aprovou o início do processo de venda de sua participação, como parte da estratégia de se dedicar ao segmento de alimentação, segundo comunicado ao mercado na época. O GPA detém 62,6% das ações ordinárias e 43,3% do capital total da Via Varejo, segundo o site da empresa. O Casino, por sua vez, controla 41,5% do capital total e quase todas as ações ordinárias da GPA, segundo comunicado ao mercado.

Um dos fortes concorrentes a levar a operação da Via Varejo é a Lojas Americanas, que tem o bilionário Jorge Paulo Lemann como um de seus acionistas, segundo especialistas em varejo. O mercado especula também que os chilenos da Falabella, que já está no Brasil através da rede de materiais de construção Dicico, e os alemães da grupo alemão Steinhoff estariam no páreo também. O GPA, a família Klein e o Casino não comentam a venda da Via Varejo.




o Globo

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