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Postador Por Rembrandt Carvalho

Advogada denuncia ao MP ameaças e constrangimento por parte de aliados do governador Ricardo Coutinho

Terminou em ameaças e uma denúncia ao Ministério Público do Estado (NCAP) a audiência desta tarde (terça, dia 28), numa ação movida pelo radialista Diego Lima contra a advogada Laura Berquó, dentro do Caso Dom Aldo Pagotto. Tudo começou após Laura ter sido ouvida pela juíza Hygina Josita Simões (2ª Vara Criminal), separadamente, e informado à magistrada que não iria se retratar de postagens em seu Blog.

Disse ainda que iria entrar com a “exceção da verdade”, oi seja, que irá apresentar as provas de suas denúncias. Nas postagens e também em entrevista ao programa Intrometidos, Laura afirmou que Diego Lima é um dos três autores da famosa carta assinada por uma senhora contra o ex-arcebispo da Paraíba. Laura também acusou Diego de ter participado do Caso Bruno Ernesto, mas a ação que impetrou contra ela versa apenas sobre o episódio envolvendo Dom Aldo.

Enquanto Diego Lima era ouvido, na sala de audiências, Laura foi constrangida e ameaçada pela ex-vereadora Paula Frassinete, que acompanhava o radialista, além de outras pessoas. Conforme relato de Laura ao Ministério Público, a ex-vereadora e seus acompanhantes passaram a lhe hostilizar, reclamando inclusive de não poderem assistir à audiência. Segundo Laura, o modelo adotado na audiência, em não permitir outras pessoas, era decisão da juíza.

A advogada revelou já ter ido, anteriormente, ao Ministério Público, para denunciar a participação de Diego no Caso Bruno Ernesto, e que o clima entre eles não favoreceria uma audiência aberta, por envolver o nome do governador Ricardo Coutinho. Mesmo assim, a ex-vereadora revidou afirmando: “Eu acho ótimo você falar do governador, porque ele vai resolver seu problema rapidamente.”

A juíza, o promotor de Justiça e um defensor público foram informados do incidente e Laura também acionou a Polícia Militar, para lhe dar segurança, ante as públicas provocações do grupo. Do Fórum Criminal, ela seguiu para o Ministério Público para prestar declarações e requerer a instauração de inquérito policial, por entender que o caso aconteceu nas dependências do Fórum, que tinha obrigação de resguardar sua segurança, especialmente depois do relatado à magistrada do Caso Bruno Ernesto.

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