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Postador Por Rembrandt Carvalho

Brasil já tem cerca de 40 alunos com Síndrome de Down nas universidades

Brasil já tem cerca de 40 alunos com Síndrome de Down nas universidadesNesta terça-feira, 21 de março, comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil, os avanços na conscientização e inclusão de crianças, jovens e adultos com Down nas instituições de ensino são mais um motivo para celebrar a data. Levantamento do “Movimento Down” mostra que já há cerca de 40 alunos com Síndrome de Down nas universidades brasileiras.


Esse número é motivo de comemoração. Se você pega países ricos, como a Suíça, pessoas com Síndrome de Down não chegam nem ao Ensino Médio. Muitos países desenvolvidos, como a França e a Alemanha, ainda estão na era das escolas especiais - explica Patrícia Almeida, cofundadora e conselheira do “Movimento Down”.

Apesar de o direito à matrícula de pessoas com Síndrome de Down nas escolas e universidades ser garantido por lei, Patrícia conta que ainda são muitos os casos de instituições que, apesar de aceitarem a matrícula destes alunos, não fazem ajustes necessários para os receber de forma adequada.

- Sabemos de algumas, por exemplo, em que os pais tiveram que se matricular junto para garantir que o filho pudesse acompanhar as aulas - lamenta.

O judoca Yves Levy faz parte dessa estatística e, aos 27 anos, é calouro do curso de Educação Física na Sogipa, em Porto Alegre. Empolgado com a nova rotina, ele conta que suas experiências dentro e fora de sala de aula são comuns a qualquer universitário:
- No início foi mais difícil, mas depois me adaptei bem ao curso.

Nunca senti preconceito da parte de ninguém. Gosto muito da minha faculdade, principalmente da aula de basquete, com o professor Jorge. Conheci minha namorada, que também tem Síndrome de Down, no campus. Posso dizer que estou feliz.

Suzanne Levy, mãe do atleta, elogia a abordagem dos professores e colegas do filho:

- É preciso tratá-los de forma igual, porque eles não são diferentes.O diretor geral da Sogipa, Luiz Otavio Silva, explica que não há diferença na forma como o conteúdo é abordado com Yves: - Yves foi o nosso primeiro aluno com Síndrome de Down, mas se a gente não se dá conta, nem percebemos essa questão. Ele é um aluno com ótima aprendizagem e cobramos deveres e conteúdo como qualquer outra pessoa. Nos orgulha muito ter o Yves como aluno.

Pesquisa realizada no fim do ano passado pela Universidade de Harvard em parceria com o Instituto Alana constatou que educar de forma inclusiva é frutífero para todos os alunos - com e sem deficiência. Segundo o estudo, pessoas sem deficiência que estudam em salas de aula inclusivas têm opiniões menos preconceituosas e são mais receptivas às diferenças. Já os alunos com Down apresentaram uma melhora acentuada na linguagem e na memória.
Patrícia é mãe de uma menina de 12 anos com Síndrome de Down e espera um futuro mais inclusivo e com mais oportunidades para a filha:

- Quero para ela o mesmo que para minhas outras filhas, que não têm deficiência: que se desenvolva e possa fazer suas escolhas de acordo com seus talentos e desejos. É compreensível que os pais queiram poupar as pessoas com deficiência de frustrações e riscos. Mas proteção em excesso também é uma forma de discriminação. As primeiras pessoas que têm de acreditar no potencial das pessoas com Síndrome de Down são suas famílias.

O Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado desde 2006 em 21 de março, faz alusão à trissomia do cromossomo 21, presente em pessoas com Down.







Fonte: Extra




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