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Postador Por Rembrandt Carvalho

Chegada da água do ‘Velho Chico’ acende sinal de alerta contra desperdício


(Foto:Blog do RC)

A água que chegará à Paraíba da transposição do Rio São Francisco ajudará a matar a sede de milhares de paraibanos que sofrem com a seca, além de minimizar a situação de muitos agricultores que precisam da água para manter suas plantações e alimentar o seu gado. Porém, a chegada das águas do Velho Chico, mesmo sendo um boa notícia, traz um sinal de alerta contra o desperdício e mau uso. Somente em 2016, por exemplo, um total de 37,66% da água distribuída pela Cagepa foi desperdiçada na Paraíba. O Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (Snis) também aponta que 40% da água tratada no estado não é faturada pelo sistema de abastecimento, de acordo com o Correio Online.

Enquanto uns não têm água, outros têm em quantidades exorbitantes, a ponto de desperdiçar mais de um terço do que foi distribuído para o consumo. A média da Paraíba é preocupante, pois chega a ser maior que a média nacional de desperdício.

O levantamento do Snis é baseado na distribuição de água. No caso da Paraíba, a cada 100 litros de água distribuídas pela Cagepa, 37,66 litros são desperdiçados, o que inclui tanto os desperdícios domésticos quanto os públicos, como canos estourados, ligações erradas, fraudes em ligações etc.

Futuro

Para diminuir os gastos e desperdícios de água, a conscientização deve partir da educação primária para as crianças de hoje saberem que, no futuro, serão os principais beneficiados com a economia, visto que a água está em escassez e pode um dia acabar.

Para Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a educação para o consumo consciente é uma medida essencial e urgente a ser adotada. “O bom exemplo ainda é o método mais eficaz para transmitir ensinamentos aos filhos, mas é possível apostar em outras estratégias, de preferência que tenham um aspecto mais lúdico e criativo para criar a consciência da importância da natureza desde cedo”, ressalta Nunes. Segundo ela, a estratégia é fazer com que as crianças entendam a conservação como parte do dia a dia, e não como uma tarefa forçada.

E uma boa dica para ensinar a economizar água é sentar com os filhos e, juntos, elaborar uma lista com itens que podem servir como metas, como reduzir o tempo de banho a cinco minutos por pessoa, varrer a calçada em vez de lavar, coletar a água que cai do chuveiro enquanto a temperatura está sendo regulada e todas as outras ações que resultem em economia. Ao final de cada semana, a família pode retomar a lista para avaliar o que foi ou não cumprido.




Foto:Rembrandt Carvalho

Gabriel Botto 

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