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Postador Por Rembrandt Carvalho

Manifestantes foram às ruas protestar contra a Reforma de Previdência

Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista, cerca de três mil pessoas realizaram uma manifestação, na tarde de ontem, em João Pessoa. Integrantes de centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais caminharam ao som de gritos de ordem em contraposição ao governo Temer, da Avenida Getúlio Vargas, com o início da concentração no prédio da Dataprev, até a Rua Elizeu Cesar, no prédio da Previdência Social, onde o ato foi finalizado.

Seguindo um carro de som, os manifestantes levavam cartazes com frases negativas ao golpe, privatização dos correios e previdência social, além de entregar panfletos explicativos à população sobre a reforma da Previdência, protocolada na Câmara dos Deputados como PEC 287 em dezembro de 2016. De acordo com Fernando Cunha, diretor de política sindical do Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba (Adufpb), nos dias 30 de março e 1º de maio ocorrerão outras manifestações na capital em defesa dos trabalhadores no Brasil e contras as reformas.

Devido a PEC 287, direitos garantidos constitucionalmente serão retirados, o tempo de contribuição do trabalhador para ter o direito da aposentadoria será ampliado para 49 anos, segundo o diretor da Adufpb. Ele disse que a reforma da Previdência é a pior alteração na constituição brasileira nos últimos 50 anos e é considerada um grande ataque à classe trabalhadora.

“O trabalhador vai ter que trabalhar e contribuir mais tempo. Então, imagine a pessoa contribuir a vida inteira com o percentual do salário dele e depois de 49 anos receber metade desse percentual que ele trabalhou todo esse tempo”, lamentou Fernando. Ele comentou que a reforma acaba com o direito de receber a pensão e a aposentadoria, obrigando o trabalhador a escolher um dos dois, e caso opte pela pensão receberá apenas metade do valor do (a) companheiro (a). Com relação à reforma Trabalhista, Fernando mencionou que serão retiradas a proteção das leis trabalhistas, o direito de ter férias consolidadas, a possibilidade de negociação clara entre trabalhador e patrão e a garantia do trabalhador receber um salário mínimo, exemplificando que isso já ocorre em algumas empresas de telemarketing. “Em nenhum lugar do mundo isso foi experimentado. Sabemos que na relação entre patrão e trabalhador, o primeiro tem mais força, por isso observamos que essa reforma destrói as proteções de direitos sociais no Brasil. Então é uma coisa que a gente não aceita, e vamos brigar até as últimas consequências”, afirmou.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Gilberto Paulino, a Reforma da Previdência e Trabalhista não são reformas, mas sim um meio dos políticos tirar os direitos da classe trabalhadora. Ele disse que as categorias de trabalhadores não são a favor sequer de uma emenda das reformas, pois deveriam melhorar a situação, mas nesse caso elas só pioram e tiram os direitos a classe trabalhadora.

Segundo Paulino, um fator que coopera para que muitas pessoas sejam a favor das emendas da Reforma é a falta de conhecimento. “A população precisa se conscientizar e entender melhor as reformas. Infelizmente não temos um meio de comunicação a nosso favor, como a Rede Globo, por exemplo. Na verdade, essa grande emissora manipula a população do país e se mostra a favor das reformas, alegando inclusive ser uma coisa boa e que existe um déficit na Previdência, quando na verdade temos um superávit, mas o dinheiro é utilizado para outros fins”, lamentou.

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