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Postador Por Rembrandt Carvalho

Idoso de 71 anos espera há 13 dias por cirurgia no fêmur pelo SUS

Idoso de 71 anos espera há 13 dias por cirurgia no fêmur pelo SUSUm idoso de 71 anos aguarda há 13 dias por uma cirurgia no fêmur pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a família, o homem, que é morador de Sertãozinho (SP), estava internado em um hospital na cidade desde o dia 2 junho, foi transferido para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) em Ribeirão Preto (SP) nesta quarta-feira (14), mas não conseguiu passar pelo procedimento e foi inserido no sistema de vaga zero, quando o paciente é encaminhado, mas ainda não há leito liberado.

Em nota, a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) informou que o paciente Geraldo Santos foi encaminhado ao HC-UE devido ao risco de complicações decorrentes da fratura óssea, associado à sua idade avançada.
A assessoria de imprensa do HC-UE não foi localizada nesta quinta-feira (15) para comentar o assunto.

Espera da cirurgia

O metalúrgico Paulo Roberto dos Santos afirma que o pai fraturou o fêmur no início do mês após sofrer um acidente. Ele foi internado em um hospital em Sertãozinho, mas foi informado na quinta-feira que seria levado ao HC-UE onde passaria pela cirurgia de reparação. No entanto, ao dar entrada na unidade, o idoso foi colocado em uma sala e desde então aguarda pela vaga em uma maca.

“Falaram para nós que tinha a vaga, que tinham liberado uma vaga pra ele. Quando chegamos disseram que tinha uma tal de vaga zero”, diz Paulo Roberto.

O Jornal da EPTV tem mostrado o drama de pacientes nos corredores dos hospitais à espera da liberação de leitos. Na semana passada, profissionais do hospital foram obrigados a atender uma pessoa baleada dentro da ambulância usada para prestar os primeiros socorros. O motivo também foi a falta de leitos.

Segundo Paulo Roberto, outros pacientes em estado mais grave foram passados na frente do pai, o que aumenta a angústia da família.

Na segunda-feira (12), o diretor regional de saúde de Ribeirão Preto, Ronaldo Dias Capelli, se reuniu com representantes da Secretaria da Saúde e de hospitais da cidade para encontrar soluções para a superlotação.

 Ele afirmou que o Ministério da Saúde não tem investido em hospitais públicos na região, e que aguarda o repasse aproximado de R$ 12 milhões, já aprovados, para a ampliação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Por sua vez, o Ministério da Saúde informou que, em 2014, um repasse anual de R$ 14,7 milhões foi aprovado pelo Plano de Ação da Rede de Atenção às Urgências do Estado de São Paulo e Municípios, para abertura/custeio de 10 novos leitos de UTI na Santa Casa de Ribeirão Preto, mas que o gestor não solicitou a abertura desses leitos no Sistema de Implementação de Políticas Públicas em Saúde, procedimento necessário para liberação do recurso.

Enquanto o impasse não chega ao fim, pacientes como o pai de Paulo Roberto precisam aguardar a chance de serem atendidos.

“Tem que aguardar porque tem que esperar abrir uma vaga e não se sabe quando essa vaga vai abrir. Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser daqui 10 dias. Não tem uma previsão”, lamenta o metalúrgico.




G1


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