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Postador Por Rembrandt Carvalho

Como votou cada partido na sessão que livrou Temer do STF

Câmara dos deputados ao votar denúncia contra Temer: 263 a favor de barrar x 227 contra: Votação na Câmara dos Deputados da denúncia contra o presidente Michel Temer, dia 02/08/2017
Michel Temer terminou a primeira batalha pela manutenção de seu mandato com mais de 100 votos (contando ausências e abstenções) do que o necessário para barrar o avanço da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele por corrupçãopassiva. No discurso logo após a proclamação do resultado, o presidente foi ágil ao afirmar que o foco agora é colocar o Brasil de volta nos trilhos.

Mas os números da votação evidenciam que a tarefa está longe de ser fácil.

Para aprovar a reforma da Previdência, por exemplo, o governo precisa do apoio de dois terços da Câmara dos Deputados — quase 80 votos a mais do que conseguiu angariar (com muito custo) nesta quarta-feira.

O resultado da sessão que o livrou do STF também sinaliza uma excessiva dependência do centrão e uma baixa margem diante de eventuais deserções. “Temer tem pouco colchão para amortecer possíveis perdas de votos daqui para frente, além de ficar ainda mais dependente do centrão”, afirma Thiago Vidal, da consultoria Prospectiva.

Por outro lado, o comportamento dos deputados que pertencem aos partidos que declararam apoio a governo pode sinalizar que o jogo de barganhas com as bancadas ainda não foi suficiente. Pelo menos cinco das 15 legendas que orientaram a aprovação do parecer do deputado deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB) ficaram quase divididas na hora da votação. (Veja: Como votou cada deputado)

O PSDB, apesar do susto ao orientar voto a favor da denúncia, também acabou rachado: com 22 deputados do lado do governo, 21 contra e outros 4 ausentes.

Temer sai fortalecido depois desse dia 2 de agosto? Até segunda ordem, sim. Mas, como lembra Marcelo Issa, da Pulso Público, sua situação continua frágil. E a depender do desenrolar dos fatos (e do teor de possíveis novas denúncias), o custo para permanecer no Palácio do Planalto pode ser muito mais alto do que os mais de 2 bilhões de reais em emendas que liberou para a Câmara no último mês.














Talita Abrantes







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