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Postador Por Rembrandt Carvalho

Governo ainda avalia se revisará meta fiscal, diz ministro do Desenvolvimento

O ministro do Desenvolvimento, Planejamento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse hoje (7) que o governo ainda está avaliando se vai revisar a meta fiscal. Segundo ele, o cenário de receitas do governo federal continua se complicando e provavelmente não haverá aprovação da medida de reoneração da folha, que traria alívio às contas.

“A ideia agora é que mandemos um projeto de lei, então há uma frustração de receitas que nos obriga a fazer uma reavaliação e isso está em andamento. Mas não posso antecipar quando nem quanto porque não há decisão tomada”, falou após participar de almoço do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Atualmente, a meta fiscal para 2017 é de um déficit primário de R$ 139 bilhões. No primeiro semestre, o resultado ficou negativo em R$ 56,092 bilhões, segundo dados divulgados em julho pelo Tesouro Nacional. O déficit primário é o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Reformas

Oliveira disse ainda que acredita no fôlego do governo para discutir a reforma da Previdência, classificada por ele como urgente. “O governo tem demonstrado continuamente uma capacidade de mobilização no Congresso Nacional. Como resultado disso nós já tivemos a aprovação da reforma trabalhista, a terceirização, reformas que resultam da capacidade do governo de se articular e da boa relação que mantém com o Congresso Nacional. Também assim nesse caso da Previdência esperamos que aconteça”, disse.

Além da Previdência, o ministro afirmou que a reforma tributária também está na pauta prioritária do governo e do Congresso Nacional, mas que não há nenhuma agenda fechada. “O Congresso tem seus tempos e uma questão de pautas que têm que ser bem trabalhadas, então não dá para fixar uma data. As coisas vão sendo construídas e serão construídas a contento nesse caso também”.

Durante palestra a empresário, Oliveira afirmou que o Brasil saiu da recessão e está começando um novo ciclo de crescimento muito diferente dos anteriores, já que está sendo puxado pelas empresas privadas. “Esse novo ciclo tem a ver com a visão de país e de mundo que o governo tem adotado para abrir espaço para a iniciativa privada tanto quanto possível. Evidente que tem limitações jurídicas, mas tem demonstrado abertura e tem começado a dar resultados”, afirmou.

Agência Brasil

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