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Postador Por Rembrandt Carvalho

VEJA VÍDEO: Durante julgamento, desembargador é acusado por advogado de pedir R$ 700 mil de propina

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Um advogado acusou diretamente um desembargador de cobrar propina de R$ 700 mil para julgar favoravelmente uma ação na 1ª Câmara de Direito Civil, em Florianópolis. O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira (3) durante uma sessão que julgava o processo.

Durante sua sustentação oral, o advogado Felisberto Odilon Córdova se referiu diretamente ao desembargador Eduardo Gallo, relator do processo, e afirmou: "O julgamento que está acontecendo aqui é comprado. Eu estou fazendo uma denúncia. Esse cidadão foi abordado com uma proposta que veio do Rio de Janeiro, para receber R$ 500 mil, R$ 250 mil antes, R$ 250 mil depois, e o descarado [Gallo] chegou a mandar para o nosso escritório, que poderíamos cobrir isso por R$ 700 mil", afirmou.

"Isso aqui não é a Câmara dos Deputados, isso aqui é um Tribunal de Justiça, e é preciso que a moralidade surja e venha a termo", afirmou o advogado em um vídeo gravado com celular que circula pelas redes sociais. Ele se referiu ao desembargador com os termos "safado" e "vagabundo" antes de ser retirado da sessão.

"Eu não vou admitir que um advogado me chame de vagabundo e Vossa Excelência não tome providências. Eu nunca passei por isso na minha vida, eu tenho 25 anos de magistratura. Eu requeiro a prisão do advogado", disse o desembargador ao presidente da Câmara após a saída de Córdova.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) informou que o presidente em exercício do tribunal, Alexandre d'Ivanenko, afirmou estar ciente dos fatos e disse que irá analisá-los para tomar as providências cabíveis. O TJSC informou ainda que não há impedimento para que a sessão seja filmada, e que a própria Câmara tem por hábito fazer o registro em vídeo.

O G1 não conseguiu contato com o advogado Córdova. Também procurado, o desembargador Gallo não havia se manifestado até a publicação desta notícia.

A Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB/SC) afirmou em nota que vai "apurar os fatos e tomar as providências cabíveis".









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